Manutenção de elevadores em condomínios: como fazer?
A manutenção de elevadores em condomínios é uma das responsabilidades mais importantes da gestão condominial.
Além de garantir a segurança dos moradores, o bom funcionamento dos elevadores evita gastos inesperados com reparos emergenciais e valoriza o imóvel.
A instalação destes elevadores pode ser obrigatória ou não, dependendo da legislação de cada município.
Por se tratarem de equipamentos complexos, a manutenção de elevadores acaba sendo essencial para garantir a segurança dos seus usuários.
O artigo do blog uCondo esclarece todas as dúvidas sobre uso, cuidados e manutenção de elevadores em condomínios.
Índice
- Os elevadores nos condomínios
- Quais são os tipos de elevadores?
- Como é a manutenção de elevadores?
- Quais são os tipos de manutenção?
- Quanto custa a manutenção de elevadores?
- Lei sobre uso e manutenção de elevadores
- Sistema para agendamento de manutenções
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Os elevadores nos condomínios
Os elevadores são equipamentos indispensáveis para o funcionamento de edifícios residenciais e comerciais, especialmente em cidades com grande verticalização.
No Brasil, estima-se que existam mais de 400 mil elevadores em funcionamento, de acordo com o Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp).
Além de proporcionar mobilidade, os elevadores impactam diretamente no conforto, na acessibilidade e até mesmo na valorização dos imóveis.
Um condomínio com elevadores modernos e bem conservados tende a ser mais atrativo para moradores e compradores em potencial.
Por outro lado, quando a manutenção não é feita corretamente, o elevador pode representar riscos à segurança dos moradores e gerar custos elevados com consertos emergenciais.
Quais são os tipos de elevadores?
Conhecer os tipos de elevadores disponíveis no mercado é fundamental para síndicos e administradoras que buscam manter ou modernizar os equipamentos do condomínio.
Cada tipo possui características específicas de funcionamento, consumo de energia, manutenção e adequação à estrutura do prédio. Veja os principais:
1. Elevador hidráulico
Esse tipo de elevador utiliza a força da pressão hidráulica para se movimentar. É indicado para prédios de até 6 andares, pois tem velocidade limitada. Uma das vantagens é a menor necessidade de casa de máquinas. No entanto, tende a consumir mais energia e ter manutenção mais cara a longo prazo.
2. Elevador elétrico (ou de tração)
É o tipo mais comum em edifícios residenciais e comerciais no Brasil. Funciona com cabos de aço e contrapesos, sendo eficiente e rápido, ideal para prédios altos. Com o avanço da tecnologia, os modelos mais modernos contam com sistemas de regeneração de energia e menor consumo elétrico.
3. Elevador sem casa de máquinas (MRL - Machine Room-Less)
Esse modelo é uma evolução do elevador de tração, mas não requer uma sala separada para o motor, otimizando espaço no edifício. Além disso, tem menor impacto ambiental, menor consumo de energia e manutenção mais simples. É muito utilizado em novas construções ou em projetos de retrofit.
4. Elevador de carga
Voltado para o transporte de objetos pesados, como móveis e equipamentos. Costuma ter estrutura reforçada e acesso restrito. Alguns condomínios possuem elevadores mistos (social e de carga) ou elevadores de serviço específicos para esse fim.
5. Elevador de acessibilidade (plataforma elevatória)
Destinado ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida, é comum em edifícios com poucos andares ou em áreas específicas, como halls de entrada. Não substitui o elevador convencional, mas complementa a acessibilidade do local.
Como funciona a manutenção de elevadores?
Em geral, a manutenção de elevadores em condomínios funciona por meio de contratos mensais com empresas especializadas, que realizam visitas periódicas para verificar o funcionamento dos componentes, lubrificar peças, fazer ajustes e garantir a segurança do equipamento.
Além da manutenção preventiva, que evita falhas e prolonga a vida útil do elevador, também existe a manutenção corretiva, realizada quando ocorre algum problema ou pane.
Essas manutenções seguem normas técnicas da ABNT e devem ser registradas em um livro de manutenção, que pode ser solicitado em fiscalizações.
Para o síndico, é essencial acompanhar essas inspeções e manter a comunicação aberta com a prestadora de serviço.
Para detalhar o tema, a uCondo separou um vídeo especial. Assista:
Quais são os tipos de manutenção de elevadores?
Também é importante saber que existem diferentes tipos de manutenção e que todas elas devem seguir o que é estabelecido pelas leis.
Podemos separar a manutenção de elevadores em três tipos (ou formato):
- Preventiva: Esse tipo de manutenção cumpre o objetivo de aumentar a segurança e prevenir que o equipamento pare. A manutenção preventiva de elevadores deve ser realizada de acordo com cada modelo. Isso porque cada elevador segue uma regra de manutenção de acordo com as normas da ABNT estabelecidas para ele. Em uma manutenção preventiva, os profissionais deverão lubrificar os sistemas e peças e limpar as engrenagens do elevador.
- Preditiva: Neste tipo de manutenção, a empresa realiza uma análise de supervisão e monitoramento de todos os componentes do elevador. Os profissionais que realizam essa manutenção, buscam por algum tipo de falha que mostre que o elevador pode ter algum problema no futuro. A manutenção preditiva tem o objetivo de prevenir reparações de emergência.
- Corretiva: A manutenção corretiva acontece com caráter de urgência e o equipamento precisa ser interditado de forma imediata. Se essa manutenção precisou ser realizada, é porque houve alguma falha no elevador. Entre as falhas que podem ocorrer, estão: velocidade fora do comum, pausas, barulhos diferentes e paradas bruscas.
Quanto custa a manutenção de elevadores?
O custo de manutenção de um elevador pode variar entre R$ 500 e R$ 1.800 mensais por elevador.
No entanto, o custo da manutenção de elevadores em condomínios pode variar bastante, dependendo do tipo de equipamento, da idade do elevador, da frequência de uso e da região do país.
O mais indicado é fechar pacotes de manutenção anuais, que vão baratear os custos.
Além disso, buscar por diferentes orçamentos para analisar o que será oferecido por cada empresa também pode ajudar a tornar o serviço mais barato.
💸 Leia também: Como fazer cotações e orçamentos?
O que diz a Lei sobre manutenção de elevadores?
O uso e funcionamento de elevadores em condomínios são regidos por uma série de normas técnicas e exigências legais que visam garantir a segurança, a acessibilidade e o bom desempenho desses equipamentos.
Conhecer essas regras é fundamental para síndicos e administradoras evitarem riscos, multas e até a interdição dos elevadores. Veja as principais:
1. NBR 16.083 (ABNT)
É a norma técnica mais importante no Brasil para manutenção de elevadores. Ela estabelece os procedimentos de inspeção, conservação, testes de segurança, responsabilidades do prestador de serviço e do contratante. O não cumprimento pode acarretar sérias penalidades.
2. NBR 9.077 (ABNT)
Define as regras para segurança na construção e instalação de elevadores, incluindo dimensionamento, requisitos técnicos, sinalização e itens obrigatórios nos equipamentos.
3. Normas de acessibilidade (como a NBR 9.050)
Estabelecem os padrões que garantem o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, incluindo dimensões adequadas da cabine, botões em braile e sinal sonoro.
4. Regulamentos municipais e estaduais
Muitas cidades possuem legislações específicas sobre a inspeção periódica de elevadores. Em São Paulo, por exemplo, o Código de Obras e Edificações (COE) exige que todos os elevadores tenham registro e passem por inspeções obrigatórias. Em outras capitais, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, há regras similares com exigência de relatórios técnicos periódicos.
A cidade de São Paulo, inclusive, traz uma situação inusitada. A Lei 10.348 de 1987 é conhecida por ser mais rígida do que a própria norma da ABNT. De acordo com a Secretaria Municipal de Licenciamento, existem 77,6 mil elevadores cadastrados na capital Paulista.
Qual o melhor sistema para agendamento de manutenções?
Apesar de serem considerados seguros, é comum vermos elevadores parados por conta de falhas. Isso acontece pela falta de manutenção preventiva, que no caso de condomínios, deve ser mantida pelo síndico.
Como o trabalho do síndico envolve muitas tarefas, é comum que o prazo da manutenção acabe fugindo ao ideal. No entanto, isso afeta a vida útil do elevador e a segurança dos condôminos, além de poder gerar multas para o condomínio.
Para auxiliar na organização da manutenção de elevadores, assim como de outras manutenções, existem aplicativos exclusivos para condomínios.
Um exemplo é o app uCondo, que possui funções criadas exclusivamente para planejar as manutenções no condomínio.
A função de "Manutenções" do app uCondo oferece:
- Programação de manutenções preventivas, dedetização, etc.;
- Avisos e lembretes para os condôminos;
- Possibilidade de a gestão pode adicionar status e imagens da manutenção e compartilhar com moradores;
- Mais transparência tanto no controle das manutenções, assim como na prestação de contas.
Através do sistema, o síndico consegue organizar todas as manutenções do condomínio, garantindo mais segurança e levando mais transparência para os moradores.
Assista o vídeo abaixo e saiba como o sistema facilita as manutenções no condomínio:
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Conclusão sobre a manutenção de elevadores
Neste post, você descobriu todos os detalhes sobre manutenção de elevadores.
O serviço é essencial para garantir a segurança e o bom funcionamento desses equipamentos.
A manutenção preventiva, realizada regularmente por profissionais capacitados, pode evitar problemas mais sérios e prolongar a vida útil do elevador.
Além disso, a manutenção corretiva deve ser feita sempre que houver algum problema.
A falta de manutenção pode levar a acidentes graves, como quedas e prisões de pessoas dentro do elevador.
Portanto, é importante que os síndicos sejam responsáveis pela manutenção regular do elevador e contratem empresas confiáveis para realizar esse serviço.
🔒 Leia mais: 5 passos para melhorar a segurança do condomínio
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